WFKU - DEPARTAMENTO AMBIENTAL

 

 

DELEGADOS

Dr. João Diogo Matias - Grupo Sanguíneo: O, Fator RH: Positivo - Arujá - São Paulo
Matrícula 4026/2000 - Lei 6.206 - Art. 1o - 07/05/1975
Dra. Sueli Aparecido Antonio - Grupo Sanguíneo: A, Fator RH: Positivo - Tatuapé - São Paulo
Matrícula 4025/2000 - Lei 6.206 - Art. 1o - 07/05/1975
Dr. Pedro Moreira Lima - Grupo Sanguíneo: O, Fator RH: +
Matrícula: 63186/96
WFKU: publicado em 03/07/2006 - Atualizado em 24/04/2007 - Atualizado em 05/03/2008.

 

DOCUMENTOS 2008

Os resultados expressivos obtidos com o controle da poluição do ar por veículos automotores nestes 20 anos de existência do PROCONVE têm contribuído de forma operosa para a melhoria da qualidade de vida, com ganhos auferidos na saúde da população brasileira, na especialização da mão-de-obra automotiva e nos novos postos de trabalho criados, e no desenvolvimento tecnológico dos automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões que circulam nas vias de trânsito das cidades.

A redução da concentração dos poluentes que pairam sobre o ar das nossas cidades, insuflados pelos escapamentos de nossos veículos é, por si só, um fator de melhoria da saúde pelo fato de minorar o agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares. Também em áreas agrícolas, os efeitos da poluição do ar são sentidos e refletem-se em danos à vegetação e na contaminação do solo.

Mais do que a redução das emissões de poluentes, o PROCONVE tem tido o papel importante de estimular o setor industrial nacional, tanto o automobilístico (montadoras, autopeças e serviços) quanto o de combustíveis, a investir no desenvolvimento de seus produtos, em conformidade com os avanços tecnológicos de natureza ambiental desenvolvidos por outros países. Esse afã pela excelência, tem propiciado uma maior competitividade de nossos veículos em mercados mais exigentes por restrições de um meio ambiente sustentável.

A simples substituição dos veículos altamente poluidores por veículos dotados de modernos sistemas de controle de emissões, em conjunto com o sucateamento natural da frota, entretanto, não será suficiente para prosseguir no caminho de garantir uma melhoria substancial da qualidade do ar nos próximos anos.

Assim sendo, outras medidas complementares serão necessárias para retirar de circulação à parte da frota mais antiga que não só polui, mas que também contribui para aumentar o congestionamento do trânsito e reduzir a velocidade média de circulação, potencializando ainda mais a poluição. A redução da quantidade de veículos em circulação e das distâncias percorridas, bem com a otimização das velocidades médias dos percursos minimizará as emissões de poluentes. Por outro lado, a expansão da oferta de transporte público de qualidade deve ser olhada como solução alternativa ao transporte urbano individual.

Uma outra atividade prioritária no controle da qualidade do ar é a elaboração de inventários acurados das diversas fontes de emissão, o que tem sido dificultado em razão de a maioria dos grandes centros urbanos não ser coberta por uma rede de monitoramento da qualidade do ar que ofereça séries históricas consistentes da concentração de poluentes do ar.

Um outro objetivo que será perseguido com determinação por este Ministério é a quantificação dos impactos da poluição atmosférica sobre a saúde, dado importante para subsidiar análises de custo-benefício das políticas públicas voltadas para a redução das emissões veiculares e direcionar os esforços de medidas que busquem solucionar questões locais emergentes de controle da poluição.

Entretanto, será necessário avançar na implantação dos programas estaduais de I/M, para que os ganhos com a redução dos poluentes conseguidos pelo PROCONVE sejam mantidos e, conseqüentemente, os altos investimentos já feitos para a implementação do programa não sejam perdidos. Tanto os programas de inspeção anual dos veículos como também uma fiscalização rotineira dos níveis de emissão nas vias podem, adicionalmente, reduzir em mais de 40% as emissões atuais de monóxido de carbono, e em cerca de 50% as de hidrocarbonetos dos veículos leves em circulação.

Há ainda uma questão que deverá ser objeto de atenção do PROCONVE nesses próximos anos - a contribuição dos automóveis para o aumento do aquecimento global. Um novo salto tecnológico da indústria automobilística e de combustíveis precisará acontecer, uma vez que a emissão de gases de efeito estufa (GEE) decorre do consumo de combustíveis e da eficiência energética dos veículos. No Brasil, a priorização ao uso do álcool e, agora, do biodiesel como combustíveis renováveis reduz a gravidade desse quadro. Encontra-se também em fase de elaboração pelo Governo, para os veículos leves de passageiros, um sistema de etiquetagem voltado para a eficiência no consumo de combustível.

A melhoria das especificações dos combustíveis disponibilizados ao mercado deverá continuar com a redução do teor de enxofre, especialmente do óleo diesel, para viabilizar o uso de tecnologias mais modernas e aumentar a durabilidade dos catalisadores e filtros.

Concluindo, trata-se de um programa ainda adolescente, mas que demonstra maturidade nos resultados relevantes já alcançados, na melhoria da qualidade de vida nos grandes centros urbanos, pelo controle da poluição do ar por veículos automotores. Tal maturidade o capacita a continuar crescendo por meio de medidas adicionais, que mantenham os ganhos já conseguidos e avancem no objetivo mundial de redução da poluição atmosférica.

Que este momento de comemoração sirva também de reflexão sobre a sentença: "Eu sou o ar que respiro". A melhoria desse ar que nossos pulmões precisam para viver nos grandes centros urbanos dependerá da mudança de atitude que tivermos quanto ao uso e manutenção dos nossos automóveis, motocicletas, ônibus e caminhões.

Prof. Pedro Moreira Lima - (INPAMA)  Instituto Nacional de Proteção ao Meio Ambiente. 
WFKU: publicado em 09/09/2008.

 

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